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O “congelamento de tecido ovariano” é superior ao congelamento de óvulos ?

Muitas mulheres estão optando pelo congelamento de óvulos para preservar a fertilidade, técnica que é praticada no IPGO (veja mais: Clique aqui), mas o que acontece quando não é uma opção por motivos de saúde ou outras indicações? E, que opção existe para as mulheres que querem preservar a função hormonal e não apenas a fertilidade?

O congelamento de tecido ovariano, um procedimento que remove e congela o tecido ovariano para uso posterior, pode produzir esses resultados, mas já foi considerado experimental até agora. De acordo com um novo estudo, quase quatro das 10 (37,7%) mulheres que se submetem ao procedimento, podem ter filhos mais tarde. Estudo publicado em Ciências da Reprodução, um periódico SAGE Publishing.

“Apesar do progresso clínico nas últimas duas décadas, o procedimento ainda permanece no domínio experimental”, escreveu Pacheco e Oktay. “Agora, as mulheres que consideram este procedimento para preservar a fertilidade e adiar a gravidez têm mais informações à disposição. A criopreservação do tecido ovariano deve ser considerada como uma opção viável para a preservação da fertilidade”.

Para avaliar o estado e a taxa de sucesso deste procedimento, o Dr. Kutluk Oktay, que realizou o primeiro procedimento do mundo desse tipo em 1999, examinou os dados de 1999 a 2016, juntamente com o co-autor do estudo, Dr. Fernanda Pacheco. Eles descobriram que:

  • 309 procedimentos de congelamento de tecidos ovarianos resultaram em 84 nascimentos e 8 gravidezes que duraram além do primeiro trimestre.
  • 113 casos especificaram as idades das mulheres no momento em que congelaram o tecido ovariano. As mulheres que conceberam tinham 27 anos em média.
  • O procedimento restaurou as funções reprodutivas e a menopausa reversa em quase duas em cada três mulheres (63,9%), incluindo um ciclo menstrual retomado, crescimento folicular ovariano ou fertilidade natural.
  • O procedimento restaurou a fertilidade natural em grande maioria dos casos: enquanto dois terços podiam conceber naturalmente (62,3%), apenas cerca de um terço era necessário Fertilização In Vitro (37,6%).

“O procedimento é superior ao congelamento de óvulos, pois também pode reverter a menopausa e restaurar a fertilidade natural”, continuou o autor do estudo, Dr. Oktay. “A próxima fronteira é explorar o potencial do procedimento em adiar a maternidade entre mulheres saudáveis, não apenas pacientes com câncer”.

Atualmente cada vez mais mulheres vêm optando pelo congelamento de óvulos, e os avanços da técnica são realmente encorajadores. Apesar de não ser garantia de gravidez, o congelamento de óvulos já é uma alternativa real para manter a esperança da maternidade.

“As mulheres devem ser avisadas de que a gestação é preferível antes dos 35 anos pois é mais segura e com maior probabilidade de se ter um bebê saudável, quando se compara a gravidez em idades mais avançadas, afirma Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi.

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